Brasil relatoría Espacios de Diálogo


Total de participantes 148:  hombres 65, Mujeres 83

CONCLUSIONES DEL ESPACIO DE DIÁLOGO

1.   Breve narración de lo que sucedió en el desarrollo de los diálogos

 

 

Em Fé e Alegria Brasil a grande maioria dos centros educativos atua desenvolvendo serviços de convivencia e fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes dos seis aos quatorze anos. Este serviço envolve o desenvolvimento de oficinas culturais, esportivas e de formação para o exercício da cidadnia. Desde o último ano, quinze centros educativos iniciaram também atividades relacionadas à formação para a participação, a partir da constituição de grupos de protagonismo juvenil organizado, no âmbito da articulação do PJO Brasil. A partir do convite a estas unidades, para que participassem das atividades preparatórias ao XLVI Congresso Internacional de Fé e Alegria, organizando localmente os grupos de diálogo, obtivemos a participação de oito centros educativos (Porto Alegre – RS, Montes Claros – MG, Marambaia – RJ, Cariacica – ES, Recife e Olinnda – PE, João Pessoa – PB, Palmas e Gurupi – TO), nos quais foram realizados os diálogos com a participação de jovens, educadores e acompanhantes. Os registros recebidos dos(as) relatores(as) dos grupos de diálogo foram recebidos e compilados neste documento pelo enlace do Congresso.
   
2.   Breve interpretación de lo que sucedió en el  desarrollo de los diálogos

 

 

Avaliamos que a realização dos diálogos nos diversos grupos participantes representou um importante espaço no sentido de promover a reflexão e o debate sobre os temas propostos. Conforme os relatos apresentados, foi possível perceber que, em algunas situações, os participantes estenderam as discussões para além das questões apresentadas, chegando-se a realizar pequenos dignósticos e avalições relacionados ao trabalho desenvolvido em cada centro educativo. Evidentemente, também foram apresentadas sugestões de investimentos a realizar para superação dos problemas e dificuldaes vereficadas. Infelizmente não conseguimos reunir, mesmo virtualmente, representantes dos diversos grupos envolvidos para eventualmente aprofundar as discussões. Por outro lado, entendemos que as discussões realizadas nos grupos de diálogo cumpriram o importante papel de produção dos insumos necessários para a redação deste documento.

Considerando que para Fé e Alegria Brasil, o trabalho com jovens é praticamente uma novidade, uma vez que nossas ações estão concentradas no atendimento a crianças e adolescenetes, acreditamos que a oportunidade de refletir sobre temas tão relevantes como os propostos para este Congresso (Educação, cidadania, cultura de paz e jovens) é muito importante, pois certamente serão produzidos indicativos preciosos para a continuidade da nossa missão junto a este público tão especial.

   
3.   Síntesis del eje temático 1[1] – Os jovens se mostram respeitosos pela diversidade existente entre os vários grupos de jovens, contudo às vezes os percebemos um tanto apáticos, pouco preocupados com o futuro, e sem consciência do seu poder para promover transformações sociais. Buscam uma independência que muitas vezes os leva a serem individualistas. Gostam de estar juntos, mas desejam que sua individualidade seja respeitada. Não querem mais ser enxergados como pessoas que não respeitam regras e as outras pessoas. Os jovens não se veem como futuro, mas como presente. Não se veem como causa dos problemas, mas como a alternativa de solução.

– Os adultos, especialmente os pais e educadores, deveriam depositar mais confiança em nos jovens e tentar compreender melhor a fase de amadurecimento que estão vivendo. Respeitar suas escolhas e apoiá-los nas novas descobertas que fazem.

– É preciso que os educadores e acompanhantes estejam motivados e preparados para contribuir no fortalecimento dos nossos jovens, para que estes sejam agentes de transformação na sociedade.

– Os centros educativos precisam promover ações de superação e mudança no contexto local. Precisamos formar jovens com olhar mais crítico. Como educadores, nos vemos em busca de alternativas para contribuir com um maior empoderamento e protagonismo dos jovens.

– Os jovens passam de momentos de interesse e motivação, para outros momentos de apatia e falta de perspectivas para o futuro. Precisamos aproveitar os momentos em que se mostram interessados e motivados a participar para confirmar as capacidades e potencial deles. Entendemos que os jovens deveriam ver-se como pessoas em desenvolvimento, capazes de alcançar grandes conquistas por meio de suas capacidades e habilidades.

– Acolhida e empatia são grandes ferramentas no processo formativo dos jovens. Os jovens e educadores deveriam ver-se como parceiros no processo educativo, respeitando as especificidades de cada geração.

– Da parte dos acompanhantes, faz-se necessário uma maior compreensão desta etapa, e do contexto no qual estão inseridos nossos jovens, além de uma formação permanente para se trabalhar com os mesmos.

   
4.   Síntesis del eje temático 2 – As ofertas de educação não formal de Fé e Alegria ajudam a ter uma visão mais ampla das coisas que acontecem pelo mundo, e levam a entender os meios para se construir uma cultura de paz. Na escola pública formal se dedica pouco tempo aos temas relativos à construção da cidadania. Além disto, muitos professores são autoritários, sem paciência, estressados e não procuram se aproximar da realidade dos educandos.

 – Os jovens percebem a importância da dinâmica educativa, mas nem todos a vivem com seriedade. Relatam que nem sempre podem contar com o incentivo da família e com o exemplo de irmãos, amigos e demais pessoas próximas, pois muitos destes abandonaram a vida escolar. Reconhecem que a dinâmica educativa perpassa a escola, o Centro Social, a família e se estende à vida comunitária. Queixam-se de modelos educativos maçantes e “chatos”, mas não conseguem propor alternativas que lhes agradem ou que os incentivem a uma melhor participação.

– É preciso que os educadores estejam motivados e preparados para contribuir no fortalecimento dos/as nossos/as jovens, para que estes sejam agentes de transformação na sociedade.

– O nosso modelo educativo favorece o exercício da cidadania, mas sabemos que é preciso intensificar as ações que contribuam para um maior envolvimento, empoderamento e protagonismo dos/as jovens.

– Os jovens querem sempre algo novo, diferente, mas não conseguem descrever uma proposta de atividade ou modelo educativo que os agrade. Precisamos aprofundar a discussão com os jovens sobre modelos educativos, de forma a aproximar a prática educativa de suas necessidades e interesses, especialmente no que tange aos seus anseios de geração de trabalho e renda.

   
5.   Síntesis del eje temático 3 – Nos centros sociais de educação e cultura constantemente são desenvolvidos  projetos de educação em cidadania e cultura de paz, com ênfase no respeito e na valorização da diversidade étnica e cultural, tendo como público as crianças e adolescentes que frequentam as atividades de educação não formal e informal. A partir das discussões e reflexões sobre os temas são produzidas campanhas e apresentações de teatro, dança e musica. Tudo isto tem ajudado muito para a conscientização e para empoderar o jovem no exercício da cidadania, e na expressão da cultura de paz.

– Os grupos de diálogo são unânimes ao destacar alguns projetos inovadores desenvolvidos em Fé e Alegria, que vem contribuindo com a educação em cidadania e cultura de paz entre os jovens. Foram citados projetos como o “PJO Brasil” (propõe a formação para a participação, incentivando o protagonismo juvenil organizado e o desenvolvimento da cultura da paz entre os jovens); “Estação Cidadania” (busca  capacitar adolescentes da comunidade visando futura inserção no mundo do trabalho); “Panela Verde” (incentiva o consumo de alimentos saudáveis e o cultivo de pequenas hortas familiares com apoio dos jovens); “Armazém Esperança” (contribui para educação ambiental, incentivando os moradores a separar o lixo reciclável); “Atitude Cidadã” (busca reflexionar sobre os direitos humanos junto aos jovens, e promover debates sobre este tema nas redes sociais, e nas escolas através de teatro, além de outras campanhas educativas); “Cultura de Paz”; “Diga Não às Drogas”; “Faça Bonito” e “Cuidado com o Meio Ambiente”, os quais têm levado muita conscientização, discussão e apresentação de propostas para a vida concreta dos mesmos.

– Os centros educativos de Fé e Alegria tem promovido a reflexão e o debate a partir do contexto em que os jovens estão vivendo, de muita violência e pouca participação cidadã. Este contexto tem sido exposto por meio de filmes, de partilha de situações concretas do bairro, e de experiências dos próprios jovens. Tudo isto tem contribuído no desenvolvimento das habilidades cidadãs dos jovens, inicialmente pela tomada de consciência da realidade e de seu papel na mesma, e às vezes com alguma ação prática.

– “Nós jovens nos questionamos constantemente sobre as situações de violência que presenciamos:

– até quando vamos ver o tráfico de drogas dominar nossas comunidades? Como transformar estas realidades?

– até quando o poder público será omisso a tantas situações de violência?- como podemos contribuir para transformar estas realidades?”

– “As propostas ou projetos implantados em nossos centros educativos tem ajudado a muitos de nós jovens na tomada de consciência destes temas, como também a nos posicionarmos nos meios onde estamos (família, escola, grupos, igrejas, etc.) com atitudes mais cidadãs e defensoras de uma cultura de paz mais explícita. Contudo, ainda há muito medo por causa da violência em meio as drogas que fazem parte do cotidiano de muitos de nossos atendidos, deixando-nos tímidos, temerosos de nos expressarmos sobre estes temas por medo de vinganças ou punições.”

– Só conseguiremos formar jovens cidadãos mais conscientes, críticos e atuantes na realidade social, política, ambiental e cultural como protagonistas de transformação  se continuarmos caminhando juntos/as como eles/as.

– O contexto social representa nosso maior desafio tanto para o trabalho pessoal, como para o exercício da cidadania e a vivência da cultura de paz. De acordo com a realidade em que estamos inseridos, devemos promover atividades que contribuam para a redução de desigualdades, promoção de direitos  e cultura de paz. Também precisamos crescer na busca de parcerias com outras entidades, fora dos muros do Fé e Alegria.

– É preciso melhorar a abordagem junto aos adolescentes e jovens de nossas comunidades, e de modo especial incentivar a permanência dos mesmos nas atividades desenvolvidas, para que eles identifiquem a importância do processo educativo para sua formação pessoal e profissional, descobrindo que, a partir deste, poderão exercer com plenitude sua cidadania e inclusive alcançar melhores oportunidades de trabalho e renda. Devemos promover também ações de conscientização de direitos que cheguem às famílias e à comunidade, para que esta busque melhorias para o bairro, especialmente na área da educação, saúde, transporte e saneamento básico.

 PRIMERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 1. CONCEPCIONES

 Nivel intra-grupos

Grupo: Jóvenes

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Os adultos nos veem como pessoas irresponsáveis, preguiçosas e desinteressadas. Na verdade somos dinâmicos, pois organizamos nosso tempo entre estudos e trabalho, e ainda desenvolvemos atividades relacionadas à cidadania.

2) Nós jovens nos vemos como cidadãos de direitos e deveres. Somos responsáveis pelo nosso futuro, mas precisamos de oportunidades. Acreditamos que os/as nossos/as educadores/as nos veem como pessoas responsáveis, interessadas em novos conhecimentos, experiências e ensinamentos.

3) Somos pessoas autônomas, de bem com a vida e inteligentes. Nos enxergamos como  pessoas extrovertidas e alegres, capazes de realizar atividades significativas para nosso desenvolvimento e para melhorar a vida de nossas famílias. Os jovens são antenados com a tecnologia e tem muita facilidade de aprender e desenvolver atividades de seu interesse.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) Os adultos, inclusive os educadores veem os jovens como fardos pesados, pois dão trabalho, bagunçam muito e não pensam na vida.

2) O jovem não se vê como futuro, mas como presente. O jovem não se vê como a causa do problema, mas como a alternativa de solução .

3) A sexualidade dos jovens trouxe divergência na discussão do grupo. Enquanto uns defendem a ideia de que a sexualidade não é tão intensa nesta fase da vida, outros relatam que é um dos temas mais importantes para a juventude nos dias de hoje, presente em todos os “papos da galera” (conversas dos grupos) em todos os espaços em que estão presentes.

   
3. Acuerdos del grupo Jóvenes  (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– Os adultos, inclusive os educadores veem os jovens como fardos pesados, pois dão trabalho, bagunçam muito e não pensam na vida.

– O jovem não se vê como futuro, mas como presente. O jovem não se vê como a causa do problema, mas como a alternativa de solução .

– A sexualidade dos jovens trouxe divergência na discussão do grupo. Enquanto uns defendem a ideia de que a sexualidade não é tão intensa nesta fase da vida, outros relatam que é um dos temas mais importantes para a juventude nos dias de hoje, presente em todos os “papos da galera” (conversas dos grupos) em todos os espaços em que estão presentes. Teremos muita força para contribuir na transformação do mundo. Devemos nos mobilizar mais em busca dos nossos direitos. Precisamos juntar habilidades, talentos, capacidades e conhecimentos, pois somos responsáveis pelo processo de transformação social que tanto sonhamos .

– Os adultos, especialmente nossos pais e educadores, deveriam depositar mais confiança em nossa geração e tentar compreender melhor a fase de amadurecimento que estamos vivendo. Respeitar nossas escolhas e nos apoiar nas novas descobertas que fazemos.  Não queremos mais ser enxergados como pessoas que não respeitam regras e outras pessoas.

   

 PRIMERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 1. CONCEPCIONES

 Nivel intra-grupos

Grupo: Educadores-Educadoras

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Os jovens demonstram ser inteligentes e curiosos, com grande potencial e habilidades com as tecnologias. Ao mesmo tempo parecem acomodados e sem motivação. Não sabem aproveitar as oportunidade que tem, em comparação com outras gerações. Gostaríamos de vê-los mais empoderados e protagonistas de um futuro promissor em busca de um bem comum.

2) Geralmente tem dificuldade de expressar suas ideias e opiniões, provavelmente por falta de costume em falar de si mesmos, pois faltam oportunidades de diálogo nas famílias e nas escolas. Sofrem grande influência da mídia, inclusive das redes sociais na internet, deixando-os mais individualistas. A maioria deles ainda não tem acesso a direitos básicos, como educação de qualidade e acesso ao esporte, à cultura e ao lazer.

3) Os jovens precisam ser motivados e confirmados quanto ao seu potencial pelos educadores, que muitas vezes são impacientes, desanimados pela   realidades que precisam enfrentar. Apesar disto, os educadores acreditam no potencial de crescimento dos jovens.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) O jovem traz preocupação, devido a falta de oportunidades (educação, trabalho de qualidade, etc). As famílias encontram-se “desmoronadas”, transmitem poucos incentivos e demonstram pouca afetividade. Faltam politicas públicas para os jovens.

2) O centro educativo precisa promover ações de superação e mudança no contexto local. Precisamos formar jovens com olhar mais crítico. Como educador/a nos vemos em busca de alternativas para contribuir com um maior empoderamento e protagonismo dos jovens.

3) Em alguns momentos percebemos a dificuldade dos jovens em aceitar o novo, a mudança.

   
3. Acuerdos del grupo Educadores-Educadoras (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– É preciso que estejamos motivados e preparados para contribuir no fortalecimento dos/as nossos/as jovens, para que estes sejam agentes de transformação na sociedade.

– Os jovens passam de momentos de interesse e motivação, para outros momentos de apatia e falta de perspectivas para o futuro. É necessário aproveitar os momentos em que se mostram interessados e motivados a participar para confirmar as capacidades e potencial deles.

– Acolhida e empatia são grandes ferramentas neste processo formativo dos jovens.

   

PRIMERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 1.  CONCEPCIONES

 Nivel intra-grupos

Grupo: Acompañantes-Promotores/as

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Às vezes percebemos os jovens os jovens um tanto apáticos, pouco preocupados com o futuro, e sem consciência do seu poder para promover transformações sociais. Buscam uma independência que muitas vezes os leva a serem individualistas. Gostam de estar juntos, mas desejam que sua individualidade seja respeitada.

2) Os educadores percebem-se como referência na vida dos jovens, como alguém que pode contribuir na construção de um projeto de vida e no desenvolvimento de um olhar crítico. Muitas vezes ficam frustrados, em razão de suas limitações para oferecer uma ajuda mais concreta, ou pela falta de interesse do jovens.

3) Os jovens deveriam perceber-se como seres em formação. Serem mais abertos às orientações e reflexões propostas educadores e responsáveis. Deveriam se envolver mais na luta pela garantia de direitos e manter o olhar com vistas ao futuro, assimilando valores de solidariedade e altruísmo.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) Os jovens se veem como super heróis, donos da verdade . São independentes, pois buscam sozinhos os objetivos propostos.

2) Muitos jovens são imediatistas pois não tem visão de futuro. Não deveriam ter uma visão individualista e sim de coletividade. Precisam lutar contra a corrente deste sistema que oprime e degrada o ser humano.

3) A maioria dos jovens não identifica a importância do processo educativo vivido hoje, para seu futuro. Os jovens se veem como quem não precisa de orientação de adultos.

   
3. Acuerdos del grupo Acompañantes-Promotores  (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– Reconhecemos o grande desafio dos/as jovens em superar o individualismo que é tão forte neste sistema. Por isso, é preciso trabalhar incansavelmente e contribuir com estes/as jovens para que sejam cidadãos/as críticos, questionadores, conscientes e atuantes em suas realidades.

– Os jovens se mostram respeitosos pela diversidade entre os vários grupos de jovens, contudo mostram-se muito individualistas e demonstram pouco interesse pelo futuro, provavelmente por falta de perspectivas.

– Da parte dos acompanhantes, faz-se necessário uma maior compreensão desta etapa, e do contexto no qual estão inseridos nossos jovens, além de uma formação permanente para se trabalhar com os mesmos.

 

– Os jovens e educadores deveriam ver-se como parceiros no processo educativo, respeitando as especificidades de cada geração.

   

 PRIMERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 1. CONCEPCIONES

Nivel entre-grupos

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas entre-grupos

 

1) Os jovens se veem pessoas autônomas, de bem com a vida, inteligentes, extrovertidas e alegres. São “antenados” com a tecnologia e te facilidade de aprender e desenvolver atividades de seu interesse. Respeitam a individualidade de outros jovens, sua sexualidade e o modo de pensar. São capazes de realizar atividades significativas para nosso desenvolvimento e para melhorar a vida de nossas famílias. Porém, às vezes sentem-se pressionados, confusos, como pessoas que têm que amadurecer muito cedo. São cidadãos de direitos e deveres, responsáveis pelo seu futuro, e que precisam de oportunidades.

2) Na visão dos adultos, os jovens demonstram ser inteligentes e curiosos, com grande potencial e habilidades com as tecnologias. Ao mesmo tempo parecem acomodados e sem motivação. Não sabem aproveitar as oportunidades que tem, em comparação com outras gerações. Gostariam de vê-los mais empoderados e protagonistas de um futuro promissor em busca de um bem comum. Geralmente tem dificuldade de expressar suas ideias e opiniões, provavelmente por falta de costume em falar de si mesmos, pois faltam oportunidades de diálogo nas famílias e nas escolas. Sofrem grande influência da mídia, inclusive das redes sociais na internet, o que os deixa mais individualistas. A maioria deles ainda não tem acesso a direitos básicos, como educação de qualidade e acesso ao esporte, à cultura e ao lazer.

3) Os educadores percebem-se como referência na vida dos jovens, como alguém que pode contribuir na construção de um projeto de vida e no desenvolvimento de um olhar crítico. Muitas vezes ficam frustrados, em razão de suas limitações para oferecer uma ajuda mais concreta, ou pela falta de interesse do jovens. Neste sentido,  torna-se importante aproveitar os momentos em que se mostram interessados e motivados a participar para confirmar as capacidades e potencial deles. Acolhida e empatia são grandes ferramentas neste processo formativo dos jovens.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas entre-grupos

 

 

1) Na visão dos jovens, os adultos, inclusive muitos educadores, os veem como fardos pesados, pois dão trabalho, bagunçam muito e não pensam na vida. Outros entendem que os educadores os veem capazes de realizar novos sonhos e os ajudam na sua formação, como facilitadores do processo de transformação, esperançosos de que os jovens sejam agentes de transformação.

2) Na visão dos adultos, os jovens se veem como super heróis, donos da verdade e da razão em todos os embates que estão envolvidos. São independentes, pois buscam sozinhos os objetivos propostos. Muitos jovens são imediatistas, pois não tem visão de futuro. Não deveriam ter uma visão individualista e sim de coletividade. Deveriam lutar contra a corrente deste sistema que oprime e degrada o ser humano. A maioria dos jovens não identifica a importância do processo educativo para seu desenvolvimento, pois não demonstram interesse pelas atividades de educação formal, não formal ou informal. Os jovens se veem como quem não precisa de orientação de adultos. Os educadores se veem muitas vezes coagidos a usar regras severas a fim de manter a organização na sala para conseguir ministrar os conteúdos.

3) A sexualidade dos jovens trouxe divergência na discussão dos grupos. Enquanto uns defendem a ideia de que a sexualidade não é tão intensa nesta fase da vida, outros relatam que é um dos temas mais importantes para a juventude nos dias de hoje, presente em todos os “papos da galera” (conversas dos grupos) em todos os espaços em que estão presentes.

   
3. Síntesis Acuerdos del grupo sobre el primer eje temático [2]

 

 

– Os jovens se mostram respeitosos pela diversidade entre os vários grupos de jovens, contudo às vezes os percebemos um tanto apáticos, pouco preocupados com o futuro, e sem consciência do seu poder para promover transformações sociais. Buscam uma independência que muitas vezes os leva a serem individualistas. Gostam de estar juntos, mas desejam que sua individualidade seja respeitada. Não querem mais ser enxergados como pessoas que não respeitam regras e outras pessoas. Os jovens não se veem como futuro, mas como presente. Não se veem como causas dos problemas, mas como a alternativa de solução.

– Os adultos, especialmente os pais e educadores, deveriam depositar mais confiança em nos jovens e tentar compreender melhor a fase de amadurecimento que está vivendo. Respeitar suas escolhas e apoiá-los nas novas descobertas que fazem.

 

– É preciso que os educadores e acompanhantes estejam motivados e preparados para contribuir no fortalecimento dos nossos jovens, para que estes sejam agentes de transformação na sociedade.

– Os centros educativos precisam promover ações de superação e mudança no contexto local. Precisamos formar jovens com olhar mais crítico. Como educadores, nos vemos em busca de alternativas para contribuir com um maior empoderamento e protagonismo dos jovens.

– Os jovens passam de momentos de interesse e motivação, para outros momentos de apatia e falta de perspectivas para o futuro. Precisamos aproveitar os momentos em que se mostram interessados e motivados a participar para confirmar as capacidades e potencial deles. Entendemos que os jovens deveriam ver-se como seres em desenvolvimento, capazes de realizar grandes conquistas por meio de suas capacidades e habilidades.

– Acolhida e empatia são grandes ferramentas no processo formativo dos jovens. Os jovens e educadores deveriam ver-se como parceiros no processo educativo, respeitando as especificidades de cada geração.

– Da parte dos acompanhantes, faz-se necessário uma maior compreensão desta etapa, e do contexto no qual estão inseridos nossos jovens, além de uma formação permanente para se trabalhar com os mesmos.

   

 SEGUNDA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 2. MODELOS EDUCATIVOS

 Nivel intra-grupos

Grupo: Jóvenes

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) O modelo educativo da educação não formal favorece o exercício da cidadania e a cultura da paz entre os jovens pois é um espaço de troca de informações voltado para a realidade em que vivem. Por sua vez, modelo educativo da educação formal é engessado e pouco interessante, se preocupa apenas em transmitir conteúdos e não em formar cidadãos críticos.

2) As atividades realizadas por Fé Alegria ajudam a ter uma visão mais ampla das coisas que acontecem pelo mundo, e levam a entender os meios para se construir uma cultura de paz. Constantemente são trabalhadas temáticas de valores, cultura de paz, cidadania, tolerância, respeito, união, entre outras. As escolas formais públicas apresentam poucos espaços para orientação a cerca de temas importantes para a cidadania.

3) Os jovens concordam que tem maior proximidade com os educadores da educação não formal em Fé e Alegria (onde a relação entre educadores e educandos é de respeito e cooperação) do que com os professores da escola, que na sua maioria são autoritários, sem paciência, estressados e não procuram se aproximar da realidade dos educandos.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) Alguns jovens afirmam que, mesmo na educação não formal, muitas vezes as atividades são chatas e repetitivas. Já outros discordam dizendo que as atividades são dinâmicas e interessantes, e que muitas vezes são prejudicadas pela indisciplina de alguns colegas.
   
3. Acuerdos del grupo Jóvenes (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– As ofertas de educação não formal de Fé e Alegria ajudam a ter uma visão mais ampla das coisas que acontecem pelo mundo, e levam a entender os meios para se construir uma cultura de paz. Em Fé e Alegria, em todas as atividades, os jovens afirmam que há participação e compromisso.

– Na escola pública formal se dedica pouco tempo aos temas relativos à construção da cidadania. Além disto, muitos professores são autoritários, sem paciência, estressados e não procuram se aproximar da realidade dos educandos.

– Os jovens entendem que vivem a melhor fase de suas vidas; pensam no futuro e possuem muitos sonhos. Também enfatizaram que dão importância aos estudos e ao respeito. Acreditam que o fato de terem um tempo diferente dos adultos deveria ser respeitado pelos adultos, e que eles deveriam ver os jovens como responsáveis, iguais e com capacidade para mudar o mundo.

– Os jovens percebem a importância da dinâmica educativa, mas nem todos a vivem com seriedade. Relatam que nem sempre podem contar com o incentivo da família e com o exemplo de irmãos, amigos e demais pessoas próximas, pois muitos destes abandonaram a vida escolar. Reconhecem que a dinâmica educativa perpassa a escola, o Centro Social, a família e se estende à vida comunitária. Queixam-se de modelos educativos maçantes, chatos, mas não conseguem propor alternativas que lhes agradem ou que os incentivem a uma melhor participação.

 

   

SEGUNDA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 2. MODELOS EDUCATIVOS

 Nivel intra-grupos

Grupo: Educadores-Educadoras

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Os processos educativos desenvolvidos envolvem conhecimentos que permeiam valores para toda vida. Visam a consciência social, a formação para o exercício da cidadania e a tomada de consciência politica. Os as vivências com as experiências em grupos de discussão e debates tem ajudado conteúdos, as metodologias, e principalmente mais. Por outro lado, o contexto social de violência e drogadição, e falta de espaços para a vivencia da cidadania, tem sido nossa principal dificuldade para alcançarmos nossos objetivos.

2) A relação entre nossos jovens e os educadores tem sido de confiança, intimidade, amizade e respeito mútuo e de aproximação. Há uma relação de parceria entre educadores/as e jovens. Os/as educadores/as desenvolvem as atividades considerando as diversas realidades que cada um/a traz para o Centro Educativo.

3) Apesar de precisarmos melhorar nosso modelo educativo, verificamos um bom nível de participação de nossos jovens em nossa dinâmica educativa, que vai desde a chegada ao centro educativo até as próprias atividades específicas.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) “Querer saber, ter desejo de aprender, são condições que muitas vezes fogem do desejo do educando. Assim, algumas propostas de atividades se mostram desinteressantes. Portanto, fica evidente a importância da afetividade, quer seja através das emoções, da força motora das ações ou do desejo de transferência, para o melhor desenvolvimento da aprendizagem dos jovens e, consequentemente para uma melhor relação entre nós educadores com seus educandos.”

2) A experiência de aprendizado é individual, pois cada educando traz sua própria visão de mundo.

   
3. Acuerdos del grupo Educadoras – Educadores (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– Percebemos que o nosso modelo educativo e as ações que realizamos através de projetos, rodas de conversas, oficinas educativas, promovem conhecimentos e atitudes de cultura de paz e cidadania. Procuramos sempre inovar para atrair e motivar os/as jovens. O nosso maior desafio é mostrar para os/as jovens que podemos lutar juntos/as por uma sociedade justa, igualitária e democrática.

– A relação entre educadores e nossos jovens ajuda bastante na motivação e participação dos jovens na dinâmica educativa de nosso centro. Os jovens conseguem identificar estes momentos como importantes e necessários.

Um grande desafio parte do contexto social onde estamos inseridos e onde  nossos jovens vivem, dificultando a vivência dos temas de cidadania e cultura de paz. A pesar disto, jovens e educadores podem compartilhar e construir conhecimentos, bem como experiências que nos conduzam a atitudes de cidadania.

   

SERGUNDA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 2. MODELOS EDUCATIVOS

 Nivel intra-grupos

Grupo: Acompañantes-Promotores/as

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Os/as Jovens percebem Fé e Alegria como um espaço que acolhe, educa e respeita a individualidade de cada um/a. As atividades realizadas contribuem para que os/as jovens exerçam sua cidadania, dando voz e vez a eles/as, estimulam a participação e as atitudes que conduz a paz. Os jovens geralmente participam ativamente da dinâmica educativa e têm grande poder argumentativo.

2) O modelo educativo utilizado por Fé e alegria propicia o apoderamento social por meio de uma educação libertadora. Favorece a discussão de conceitos, ajuda na reflexão e na tomada de consciência da realidade.

3) O modelo de educação não formal contribui para o desenvolvimento de habilidades e talentos ate então não explorados pela educação formal. Os jovens respondem positivamente aos modelos não formais por serem mais atrativos e inovadores. Mas, faltam meios / ações que propiciem a aproximação entre o centro educativo e a comunidade, uma vez que a maioria das ações desenvolvidas estão direcionadas para dentro do centro educativo.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) Por mais que a equipe educativa esteja sempre pensando em algo inovador para trabalhar com os jovens, estes nem sempre respondem de forma positiva ao processo, especialmente para as atividades que exigem reflexão. Por outro lado, algumas práticas utilizadas pelos educadores podem ser consideradas são arcaicas .

2) A relação entre os educadores e educandos é boa, especialmente com os educadores das atividades que eles mais gostam: esporte, recreação.

3) O nível de participação dos jovens é apenas regular. Muitas vezes eles estão presentes nas atividades, mas, não contribuem da forma esperada nas discussões e atividades propostas e não demonstram interesse real pelas atividades desenvolvidas. Às vezes é necessário condicionar a participação em atividades de seu interesse à participação em atividades mais reflexivas.

   
3. Acuerdos del grupo Acompañantes-Promotores (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– O nosso modelo educativo favorece o exercício da cidadania, mas sabemos que é preciso intensificar as ações que contribuam para um maior envolvimento, empoderamento e protagonismo dos/as jovens.

– Há uma relação de proximidade, acolhida que leva a uma confiança para com os educadores como pessoas capazes de ajudar no crescimento dos mesmos. Este clima tem favorecido uma boa participação dos nossos jovens na dinâmica educativa dos centro educativos.

– Os jovens querem sempre algo novo, diferente, mas não conseguem descrever uma proposta de atividade ou modelo educativo que os agrade. Precisamos aprofundar a discussão com os jovens sobre modelo educativo, buscando uma prática mais próxima de suas necessidades, especialmente no que tange aos seus anseios de trabalho e renda.

   

SEGUNDA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 2. MODELOS EDUCATIVOS

 Nivel entre-grupos

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas entre-grupos

 

1) O modelo educativo da educação não formal propicia o apoderamento social por meio de uma educação libertadora. Favorece a discussão de conceitos, ajuda na reflexão e na tomada de consciência da realidade para  o exercício da cidadania e a cultura da paz entre os jovens, pois é um espaço de troca de informações voltado para a realidade em que vivem. As atividades realizadas em Fé Alegria ajudam a ter uma visão mais ampla das coisas que acontecem pelo mundo. Constantemente são trabalhadas temáticas de valores, cultura de paz, cidadania, tolerância, respeito, união, entre outras. As escolas formais públicas apresentam poucos espaços para orientação a cerca de temas importantes para a cidadania.

2) Os/as Jovens percebem Fé e Alegria como um espaço que acolhe, educa e respeita a individualidade de cada um/a. As atividades realizadas contribuem para que os/as jovens exerçam sua cidadania, dando voz e vez a eles/as, estimulam a participação e as atitudes que conduzem à paz. Alguns jovens participam ativamente da dinâmica educativa e tem grande poder argumentativo, já outros não conseguem propor ou incidir com espontaneidade. A relação dos jovens com os educadores da educação não formal é positiva, e favorece a troca de conhecimentos. Os jovens concordam que tem maior proximidade com os educadores da educação não formal em Fé e Alegria (onde a relação entre educadores e educandos é de respeito e cooperação) do que com os professores da escola, que na sua maioria são autoritários, sem paciência e não procuram se aproximar da realidade dos educandos.

3) O desenvolvimento de atividades diversas (teatro, dança, capoeira, paródia, formação humana pelos debates e produção de cartazes e textos), tem proporcionado aprendizados relacionados ao exercício da cidadania e os caminhos para uma cultura de paz. Os jovens são vistos como pessoas que compartilham conhecimentos e informações. Obtendo-se uma troca de saberes, que contribui para a construção pessoal dos jovens. Alguns participam ativamente da dinâmica educativa e tem grande poder argumentativo, já outros não conseguem propor ou incidir com espontaneidade. Às vezes, faltam meios/ações que propiciem uma maior aproximação entre o centro educativo e a comunidade, uma vez que as ações desenvolvidas estão direcionadas para dentro do centro educativo.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas entre-grupos

 

 

1) Alguns jovens afirmam que, mesmo na educação não formal, muitas vezes as atividades são chatas e repetitivas. Já outros discordam dizendo que as atividades são dinâmicas e interessantes, pois utilizam de metodologia dinâmica e atual, e que muitas vezes são prejudicadas pela indisciplina de alguns colegas.

 

2) Por mais que a equipe educativa esteja sempre pensando em algo inovador para trabalhar com os jovens, estes nem sempre respondem de forma positiva ao processo, especialmente para as atividades que exigem reflexão. Em alguns casos, as práticas utilizadas pelos educadores podem ser consideradas são arcaicas .

3) O nível de participação dos jovens é apenas regular. Muitas vezes eles estão presentes, mas não contribuem da forma esperada nas discussões e atividades propostas, e não demonstram interesse real pelas atividades desenvolvidas. Às vezes é necessário condicionar a participação em atividades de seu interesse à participação em atividades mais reflexivas.

   
3. Síntesis Acuerdos del grupo sobre el segundo eje temático [3]

 

 

– As ofertas de educação não formal de Fé e Alegria ajudam a ter uma visão mais ampla das coisas que acontecem pelo mundo, e levam a entender os meios para se construir uma cultura de paz.

– Na escola pública formal se dedica pouco tempo aos temas relativos à construção da cidadania. Além disto, muitos professores são autoritários, sem paciência, estressados e não procuram se aproximar da realidade dos educandos.

 – Os jovens percebem a importância da dinâmica educativa, mas nem todos a vivem com seriedade. Relatam que nem sempre podem contar com o incentivo da família e com o exemplo de irmãos, amigos e demais pessoas próximas, pois muitos destes abandonaram a vida escolar. Reconhecem que a dinâmica educativa perpassa a escola, o Centro Social, a família e se estende à vida comunitária. Queixam-se de modelos educativos maçantes e “chatos”, mas não conseguem propor alternativas que lhes agradem ou que os incentivem a uma melhor participação.

 – É preciso que os educadores estejam motivados e preparados para contribuir no fortalecimento dos/as nossos/as jovens, para que estes sejam agentes de transformação na sociedade.

– O nosso modelo educativo favorece o exercício da cidadania, mas sabemos que é preciso intensificar as ações que contribuam para um maior envolvimento, empoderamento e protagonismo dos/as jovens.

– Os jovens querem sempre algo novo, diferente, mas não conseguem descrever uma proposta de atividade ou modelo educativo que os agrade. Precisamos aprofundar a discussão com os jovens sobre modelos educativos, de forma a aproximar a prática educativa de suas necessidades e interesses, especialmente no que tange aos seus anseios de trabalho e renda.

   

TERCERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 3. CAPACIDADES Y HABILIDADES EN

CULTURA DE PAZ

 Nivel intra-grupos

Grupo: Jóvenes

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grup 1) Os grupos de diálogo são unânimes ao destacar alguns projetos inovadores desenvolvidos em Fé e Alegria, que vem contribuindo com a educação em cidadania e cultura de paz entre os jovens. Foram citados projetos como o PJO Brasil (propõe a formação para a participação, incentivando o protagonismo juvenil organizado e o desenvolvimento da cultura da paz entre os jovens); “Estação Cidadania” (busca  capacitar adolescentes da comunidade visando futura inserção no mundo do trabalho); Panela Verde: (incentiva o consumo de alimentos saudáveis e o cultivo de pequenas hortas familiares);

Armazém Esperança (contribui para educação ambiental, incentivando os moradores a separar o lixo reciclável); Atitude Cidadã (busca reflexionar sobre os direitos humanos junto aos jovens, e promover debates sobre este tema nas redes sociais, e nas escolas através de teatro, além de outras campanhas educativas); Cultura de Paz; Diga Não às Drogas; Faça Bonito e Cuidado com o Meio Ambiente, os qauis têm levado muita conscientização, discussão e apresentação de propostas para a vida concreta dos mesmos.

2) Os jovens relatam que todas as atividades desenvolvidas em Fé e alegria, contribuem para a educação em cidadania e cultura de paz, que participar destas atividades tem feito a diferença na sua vida escolar, familiar e comunitária. A maior dificuldade tem sido encontrar uma maneira de falar deste temas onde muitos familiares de nossos jovens estão envolvidos com drogas, ou já morreram por causa disto, ou estão convivendo com estas realidade todos os dias em casa.

3) “Nos questionamos constantemente sobre as situações de violência que presenciamos, como transformar estas realidades? Até quando vamos ver o tráfico de drogas dominar nossas comunidades? Até quando o poder público será omisso a tantas situações de violência?”

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) Alguns jovens afirmam que Fé e Alegria desenvolve as atividades sobre cultura de paz e cidadania também com as nossas famílias e isso tem contribuído para um empoderamento coletivo. Outros grupos afirmam que a dificuldade está justamente no envolvimento das famílias e da comunidade, que estariam ausentes nos debates e reflexões.

2) Parte do grupo relata que alguns jovens tem dificuldade de compreensão dos temas abordados, visto que as atividades propõem leitura, escrita e outras habilidades que nem todos conseguem acompanhar, tendo em vista a defasagem escolar, o que às vezes, tornam as atividades cansativas. Alguns não concordam dizendo que as atividades são dinâmicas e de fácil compreensão, asseguram que a indisciplina é a maior dificuldade enfrentada.

   
3. Acuerdos del grupo Jóvenes (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– Todos os jovens reconhecem a importância da educação em cidadania e cultura de paz para suas vidas, mas relatam que estes temas, embora muito trabalhados com os jovens, não tem conseguido chegar até as famílias e a comunidade.

– Os centros educativos de Fé e Alegria tem promovido a reflexão e o debate a partir do contexto em que os jovens estão vivendo, de muita violência e pouca participação cidadã. Este contexto tem sido exposto por meio de filmes, de partilha de situações concretas do bairro, e de experiências dos próprios jovens. Tudo isto tem contribuído no desenvolvimento das habilidades cidadãs dos jovens, primeiro pela tomada de consciência da realidade e de seu papel na mesma.

– “Nos questionamos constantemente sobre as situações de violência que presenciamos:

– até quando vamos ver o tráfico de drogas dominar nossas comunidades como transformar estas realidades?

– até quando o poder público será omisso a tantas situações de violência?

– como podemos contribuir para transformar estas realidades?”

“As propostas ou projetos implantados em nossos centros educativos tem ajudado a muitos de nós jovens na tomada de consciência destes temas, como também a nos posicionarmos nos meios onde estamos (família, escola, grupos, igrejas, etc.) com atitudes mais cidadãs e defensoras de uma cultura de paz mais explícita. Contudo, ainda há muito medo por causa da violência em meio as drogas que fazem parte do cotidiano de muitos de nossos atendidos, deixando-nos tímidos, temerosos de nos expressarmos sobre estes temas por medo de vinganças ou punições.”

 

Os jovens encontram-se um tanto impotentes ante a violencia nas suas comunidades, mas nos grupos de PJO – Protagonismo Juvenil Organizado seguem refletindo e informando-se sobre o tema da violencia, e em breve esperam estar preparados mais preparados para realizar ações mais concretas em favor da cultura da paz.

   

TERCERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 3. CAPACIDADES Y HABILIDADES EN

      CULTURA DE PAZ 

Nivel intra-grupos

Grupo: Educadores-Educadoras

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Nos centros sociais de educação e cultura constantemente são desenvolvidos  projetos de educação em cidadania e cultura de paz, com ênfase no respeito e na valorização da diversidade étnica e cultural, tendo coimo público as crianças e adolescentes que frequentam as atividades de educação não formal e informal. No último ano foram iniciadas as atividades de formação para a participação, desenvolvidas junto aos grupos de PJO – Protagonismo Juvenil Organizado.

2) A partir das discussões e reflexões sobre os temas são produzidas campanhas e apresentações de teatro, dança e musica. Tudo isto tem ajudado muito para a conscientização e para empoderar o jovem no exercício da cidadania, e na expressão da cultura de paz.

3) Uma grande dificuldade tem sido a incoerência entre o que se aprende nos centros de Fé e Alegria em termos dos valores e atitudes na vivencia da cidadania e cultura de paz, e o que eles veem em casa no comportamento dos pais, nas escolas, etc.

 

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) “Os educandos que vivem a experiência de privação de liberdade trazem consigo as marcas da exclusão em todas as dimensões”. sendo que algumas expectativas e demandas não são atendidas devido a resistência de alguns”.

2) “Fica evidente a ransferenc da afetividade, quer seja através das emoções, da força  motora das ações ou do desejo de ransferencia, para o melhor desenvolvimento da aprendizagem dos jovens e, consequentemente para uma melhor relação entre nós educadores com seus educandos”.

   
3. Acuerdos del grupo EducadoresEducadoras (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

– Só conseguiremos ter jovens protagonistas e atuantes na realidade social se continuarmos caminhando juntos/as como eles/as.

– As propostas e projetos tem ajudado muito na conscientização e no desenvolvimento de habilidades e capacidades cidadãs nos jovens, favorecendo mudanças mais pessoais, do que nas estruturas onde eles estão (escola, família, bairro, etc.).

-Alcançamos resultados positivos nas atividades que realizamos, mas reconhecemos o desafio de alcançar todos e todas.

– O contexto social como nosso maior desafio tanto para o trabalho pessoal, como para o exercício da cidadania e a vivencia da cultura de paz. De acordo com a realidade que estamos inseridos, devemos promover atividades que contribuam para a redução de desigualdades, promoção de direitos  e cultura de paz.

   

TERCERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 3. CAPACIDADES Y HABILIDADES EN

      CULTURA DE PAZ

 Nivel intra-grupos

Grupo: Acompañantes-Promotores/as

 

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas en el grupo

 

1) Os grupos de PJO –  Protagonismo Juvenil Organizado constituem uma proposta de educação para a participação em temas de cidadania  e cultura de paz que vem sendo implantada nos centros educativos. Tem contribuído com a formação dos jovens, especialmente diante da realidade de banalização da violência presente nas comunidades onde vivem.

2) Um dos desafios enfrentados é a permanência dos jovens nos grupos, pois muitos anseiam por oportunidades de trabalho e geração de renda. Às vezes é possível perceber uma certa resistência por parte da comunidade educativa em participar de atividades que tratem de promover o exercício da cidadania.

3) Não sabemos dizer qual contribuição de nossas propostas para a mudança nas escolas, pois ainda temos pouco contato com as mesmas. É preciso fomentar a participação popular nos/as jovens.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas en el grupo

 

 

1) Falta motivação por parte de educadores e equipes dirigentes, e de experiências concretas, para buscar parcerias que amplie a participação social.

2) O centro incentiva a cultura da paz , entretanto o contexto externo não e favorável para que ela se propague.

3) Falta de interesse de alguns dos educandos e de motivação para aprofundar estes temas. A maioria dos educandos é muito jovem e tem dificuldades para debater certos temas, pois lhe falta informação básica.

   
3. Acuerdos del grupo de Acompañantes-Promotores (una síntesis sobre lo más relevante del grupo)

 

 

 Queremos formar cidadãos mais conscientes, críticos e atuantes na realidade social, política, ambiental e cultural.

– As várias iniciativas e propostas de atividades de educação em cidadania e cultura de paz tem contribuído para capacitar nossos jovens com habilidades para exercerem a cidadania e a vivência da cultura de paz.

– Precisamos crescer na busca de parcerias com outras entidades fora dos muros do Fé e Alegria. Acreditamos que as escolas precisam está mais fortalecidas para trabalhar com tantas especificidades vivenciadas por nossos/as jovens. É preciso deixar de lado modelos tradicionais e conservadores, para que este seja um espaço de formação crítica e transformadora.

– É preciso melhorar a abordagem junto aos adolescentes e jovens de nossas comunidades, e de modo especial incentivar a permanência dos mesmos nas atividades desenvolvidas, para que eles identifiquem a importância do processo educativo para sua formação pessoal e profissional, descobrindo que, a partir deste, poderão exercer com plenitude sua cidadania e inclusive alcançar melhores oportunidades de emprego e renda.

   


TERCERA RONDA O MOMENTO:   EJE TEMÁTICO 3. CAPACIDADES Y HABILIDADES EN CULTURA DE PAZ

Nivel entre-grupos

1. Tres ideas más comunes y similares debatidas entre-grupos

 

1) Nos centros sociais de educação e cultura constantemente são desenvolvidos  projetos de educação em cidadania e cultura de paz, com ênfase no respeito e na valorização da diversidade étnica e cultural, tendo como público as crianças e adolescentes que frequentam as atividades de educação não formal e informal. A partir das discussões e reflexões sobre os temas são produzidas campanhas e apresentações de teatro, dança e musica. Tudo isto tem ajudado muito para a conscientização e para empoderar o jovem no exercício da cidadania, e na expressão da cultura de paz.

2) Os grupos de diálogo são unânimes ao destacar alguns projetos inovadores desenvolvidos em Fé e Alegria, que vem contribuindo com a educação em cidadania e cultura de paz entre os jovens. Foram citados projetos como o PJO Brasil (propõe a formação para a participação, incentivando o protagonismo juvenil organizado e o desenvolvimento da cultura da paz entre os jovens); “Estação Cidadania” (busca  capacitar adolescentes da comunidade visando futura inserção no mundo do trabalho); Panela Verde: (incentiva o consumo de alimentos saudáveis e o cultivo de pequenas hortas familiares);

Armazém Esperança (contribui para educação ambiental, incentivando os moradores a separar o lixo reciclável); Atitude Cidadã (busca reflexionar sobre os direitos humanos junto aos jovens, e promover debates sobre este tema nas redes sociais, e nas escolas através de teatro, além de outras campanhas educativas); Cultura de Paz; Diga Não às Drogas; Faça Bonito e Cuidado com o Meio Ambiente, os quais têm levado muita conscientização, discussão e apresentação de propostas para a vida concreta dos mesmos.

 3) Uma grande dificuldade tem sido a incoerência entre o que se aprende nos centros de Fé e Alegria em termos dos valores e atitudes na vivencia da cidadania e cultura de paz, e o que eles veem em casa no comportamento dos pais, nas escolas, etc. Outro desafio enfrentado tem sido assegurar a permanência dos jovens nos grupos, pois muitos anseiam por oportunidades de trabalho e geração de renda.

   
2. Tres ideas que fueron diferentes y significativas entre-grupos

 

 

1) Alguns jovens tem dificuldade de compreensão dos temas abordados, visto que as atividades propõem leitura, escrita e outras habilidades, e nem todos conseguem acompanhar, tendo em vista a defasagem escolar, o que às vezes torna as atividades cansativas. Alguns não concordam dizendo que as atividades são dinâmicas e de fácil compreensão, e asseguram que a indisciplina é a maior dificuldade enfrentada.

 2) O centro incentiva a cultura da paz , entretanto o contexto externo não é favorável para que ela se propague. Faltam experiências concretas, para buscar parcerias que ampliem a participação social.

3) Falta de interesse de alguns dos educandos e de motivação para aprofundar estes temas. A maioria dos educandos é muito jovem e tem dificuldades para debater certos temas, pois lhe falta informação básica.

   
3. Síntesis Acuerdos del grupo sobre el TERCER eje temático [4]

 

 

– Nos centros sociais de educação e cultura constantemente são desenvolvidos  projetos de educação em cidadania e cultura de paz, com ênfase no respeito e na valorização da diversidade étnica e cultural, tendo como público as crianças e adolescentes que frequentam as atividades de educação não formal e informal. A partir das discussões e reflexões sobre os temas são produzidas campanhas e apresentações de teatro, dança e musica. Tudo isto tem ajudado muito para a conscientização e para empoderar o jovem no exercício da cidadania, e na expressão da cultura de paz.

– Os grupos de diálogo são unânimes ao destacar alguns projetos inovadores desenvolvidos em Fé e Alegria, que vem contribuindo com a educação em cidadania e cultura de paz entre os jovens. Foram citados projetos como o PJO Brasil (propõe a formação para a participação, incentivando o protagonismo juvenil organizado e o desenvolvimento da cultura da paz entre os jovens); Estação Cidadania (busca  capacitar adolescentes da comunidade visando futura inserção no mundo do trabalho); Panela Verde (incentiva o consumo de alimentos saudáveis e o cultivo de pequenas hortas familiares); Armazém Esperança (contribui para educação ambiental, incentivando os moradores a separar o lixo reciclável); Atitude Cidadã (busca reflexionar sobre os direitos humanos junto aos jovens, e promover debates sobre este tema nas redes sociais, e nas escolas através de teatro, além de outras campanhas educativas); Cultura de Paz; Diga Não às Drogas; Faça Bonito e Cuidado com o Meio Ambiente, os quais têm levado muita conscientização, discussão e apresentação de propostas para a vida concreta dos mesmos.

– Os centros educativos de Fé e Alegria tem promovido a reflexão e o debate a partir do contexto em que os jovens estão vivendo, de muita violência e pouca participação cidadã. Este contexto tem sido exposto por meio de filmes, de partilha de situações concretas do bairro, e de experiências dos próprios jovens. Tudo isto tem contribuído no desenvolvimento das habilidades cidadãs dos jovens, primeiro pela tomada de consciência da realidade e de seu papel na mesma.

– “Nós jovens nos questionamos constantemente sobre as situações de violência que presenciamos:

– até quando vamos ver o tráfico de drogas dominar nossas comunidades como transformar estas realidades?

– até quando o poder público será omisso a tantas situações de violência?

– como podemos contribuir para transformar estas realidades?”

– “As propostas ou projetos implantados em nossos centros educativos tem ajudado a muitos de nós jovens na tomada de consciência destes temas, como também a nos posicionarmos nos meios onde estamos (família, escola, grupos, igrejas, etc.) com atitudes mais cidadãs e defensoras de uma cultura de paz mais explícita. Contudo, ainda há muito medo por causa da violência em meio as drogas que fazem parte do cotidiano de muitos de nossos atendidos, deixando-nos tímidos, temerosos de nos expressarmos sobre estes temas por medo de vinganças ou punições.”

– Só conseguiremos formar jovens cidadãos mais conscientes, críticos e atuantes na realidade social, política, ambiental e cultural como protagonistas de transformação  se continuarmos caminhando juntos/as como eles/as.

– O contexto social como nosso maior desafio tanto para o trabalho pessoal, como para o exercício da cidadania e a vivencia da cultura de paz. De acordo com a realidade que estamos inseridos, devemos promover atividades que contribuam para a redução de desigualdades, promoção de direitos  e cultura de paz. Também precisamos crescer na busca de parcerias com outras entidades fora dos muros do Fé e Alegria.

– É preciso melhorar a abordagem junto aos adolescentes e jovens de nossas comunidades, e de modo especial incentivar a permanência dos mesmos nas atividades desenvolvidas, para que eles identifiquem a importância do processo educativo para sua formação pessoal e profissional, descobrindo que, a partir deste, poderão exercer com plenitude sua cidadania e inclusive alcançar melhores oportunidades de emprego e renda. Promover ações de conscientização de direitos que cheguem às famílias e comunidade, para que esta busque melhorias para o bairro, especialmente na área da educação, saúde, transporte e saneamento básico.

   

 

[1] Colocar en estos tres cuadros las síntesis hechas en cada una de la rondas de diálogo

[2] Lo puesto en este cuadro será colocado también en la primera hoja  de Conclusiones Generales del Espacio de Diálogo

[3] Lo puesto en este cuadro será colocado también en la primera hoja  de Conclusiones Generales del Espacio de Diálogo

[4] Lo puesto en este cuadro será colocado también en la primera hoja  de Conclusiones Generales del Espacio de Diálogo

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